“Notícias” como esta fazem parte de uma estratégia política de pseudo-informação. Diversamente da sub-informação, que é uma censura mitigada, a pseudo-informação é propaganda política camuflada por uma interpretação enviesada e parcial dos factos, ou mesmo, em certos casos, é uma narrativa que não corresponde minimamente à realidade dos factos.
  1. Desde logo, a “notícia” faz pressupor implicitamente que as vítimas de bullying pertecem apenas a um determinado grupo de alunos: os alunos gay. A redução do problema do bullying a um grupo social que é considerado “a vítima”, é uma herança do marxismo cultural [o jornal Público não se dá conta que subscreve uma tese marxista da Escola de Francoforte].
  2. Depois, os números. São 70%, mas poderiam ser 90%; e também poderiam ser 110% dos alunos gays que se consideram “as vítimas” do bullying (porque, aparentemente, não há outras vítimas de bullying senão os gays). Os números não têm nada a ver com a demonstração de factos; dão-nos a sensação de aleatoriedade e arbitrariedade.
  3. Em terceiro lugar, a linguagem absurda, por exemplo neste trecho: “Por causa da orientação sexual e da identidade de género. São palavras-mestras ideológicas que, no primeiro caso (orientação sexual) — tratando-se de um comportamento e não de uma identidade da pessoa — é misturado na mesma frase com o conceito de “identidade de género”; e assim, misturando na mesma frase, alhos com bugalhos, pretende-se dar coerência e legitimidade lógica ao conceito de “orientação sexual” como sendo a própria identidade da pessoa [que, de facto, não existe como tal].
    Outra palavra-mestra ideológica / gayzista é “homofobia” ou “homofóbico”. Uma fobia pressupõe um terror irracional em relação a alguma coisa. Por exemplo, a aracnofobia é o terror irracional que alguém possa ter em relação às aranhas. Através da palavra-mestra “homofobia”, qualquer divergência ideológica em relação ao gayzismo e ao comportamento gay é considerada como reflexo de uma doença mental que caracteriza o “homófobo”; ou seja, passa a ser proibido discordar do comportamento gayzista; e mais: os gays passam a ser "pessoas normais", e os "homófobos" passam a ser "pessoas anormais"
  4. A homossexualidade [ou seja, aquilo que o texto se refere como sendo “orientação sexual”] não é uma identidade. Uma pessoa pode experimentar [experiência subjectiva, comportamento] a atracção em relação a pessoas do mesmo sexo, mas essa pessoa não é, ela própria, a “atracção em relação a pessoas do mesmo sexo”.
    Por outro lado, a heterossexualidade não é uma orientação sexual, porque a palavra “heterossexual” é um pleonasmo [como é um pleonasmo dizer “homem humano”, ou “ cão canino”, etc.]. Não existem “casais heterossexuais”; antes, existem “casais heterossexuados”, porque o ser humano é, desde a sua origem, sexuado, na medida em que provém da união das diferenças entre os dois sexos. O sexuado remete para o feminino e para o masculino; o sexual remete para um comportamento [a sexualidade]. Ser sexuado [“sexo” vem do latim secare que significa “separar”, “dividir”] é estar separado, dividido, relativamente ao outro sexo. “Sexo” quer dizer “diferença”; por isso, pertencer a um género e não a chegar a desejar eroticamente o outro género é uma situação de carência [não é uma situação normal].
    Segue-se que a identidade do ser humano é a própria identificação com aquele [ou aquela] que, na sua origem sexuada, é como ele ou ela, e renunciando a identificar-se com aquele (ou aquela) que não é, na sua origem sexuada, como ele ou ela.
    A identidade não é redutível a uma soma de traços psicológicos, mas antes tem as suas raízes no próprio corpo — é na a relação com o acto gerador que define a identidade sexual. Negar isto é querer transformar a sociedade num hospício.
  5. Por último, o bullying não existe somente em relação aos coitadinhos dos gays. O bullying é um fenómeno complexo que não se restringe apenas a um grupo de elite gay considerado “especial de corrida”, e tem que ser visto e analisado em toda a sua dimensão.